Recomeçando :)

Nada como a chegada dum novo baby para começar a aplicar Montessori desde o início. No caso de D., só ouvi falar de Montessori tinha ele já 8 meses, pelo que só começamos nessa altura, graduadamente. Entretanto, em janeiro nasceu a L., e lá quis eu começar a fazer Montessori do início e a observar aquilo que não pude na 1ª vez 🙂

Embora tenha imaginado que seria bom preparar D. para a sua chegada, ele rapidamente me mostrou que não, não queria, saindo da nossa beira quando lhe falávamos do assunto, dizendo não, não… Confesso que tive dias em que me preocupei, mas na 1ª visita à mana no hospital, ele mostrou que não tínhamos nada com que nos preocupar quanto a isso: desde logo demonstrou um carinho imenso e uma paixão linda pela mana 🙂 Claro que também teve uma espécie de “quebra” emocional, um receio inicial de ser posto de lado, mas fizemos questão de o abraçar muito nesta nova mudança, e logo o envolvi, de acordo com a sua curiosidade, nos cuidados da mana: ajudar a mudar a fralda, ajudar no banhinho, dar beijinhos… 🙂

Hoje fica muito incomodado se a mana chorar e faz de tudo para a animar: o que mais gosta de fazer é dar-lhe beijinhos na barriga e vê-la sorrir, ou então chamar o seu nome e cantar-lhe 🙂 E depois há aquela coisa que as crianças de idades próximas têm: parece que se lembram melhor do que fazer para se animarem umas às outras! <3

Bem, então vamos lá ver como montessoriamos as coisa por cá:

Os bebés recém-nascidos vêem desfocado, mas sentem-se fortemente atraídos por imagens com contrastes fortes e bem definidos. Então, compramos estes livros por sugestões já vistas neste mundo da blogosfera, e adorámos ver a reacção da L.
Incrível a atenção prestada. Antes disto, confesso que sempre pensei “ah, mas para quê estimulá-los tão cedo?”, mas rapidamente percebi porquê: com o 1º filho é fácil estarmos presentes, estarmos sempre lá a falar-lhe, tocar, mimar, cantar… Mas quando temos um segundo bebé, com o 1º filho a exigir ainda imensa atenção, ajuda muito ter o bebé a prestar atenção a algo que lhe vai dando um pouco do mundo, enquanto orientamos o ambiente e as coisas para o mais velho ficar entretido também 🙂
Maria Montessori criou esta sugestão metodológica para bebés enquanto estava na Índia, depois de observar que as mães lá, com muitos filhos, necessitavam que os bebés se entretivessem enquanto apoiavam os filhos mais velhos. Assim, os pequeninos ficavam entretidos e ao mesmo tempo a serem estimulados, podendo, no entanto, virar a cara quando sentissem que era demais, começando já aqui o processo de auto-regulação e auto-conhecimento. Importante, portanto, estarem deitados numa superfície lisa, como o colchão no chão, a famosa caminha Montessori, de modo a poderem mover-se livremente e explorar o seu corpo e todos os movimentos que lhe sejam possíveis. 
À caminha pode-se adicionar na parede um espelho, para que o bebé se possa ver e também conhecer 🙂 O espelho ajuda também a perceber movimentos, simetrias, toda uma quantidade de visões do mundo que o rodeia e que fazem parte da sua vida.
E então, os mobiles. Mas os mobiles Montessori não são como esses que se vêm nas lojas. Podem mt bem ser feitos home made, e se soubesse o que sei hoje, teria feito ainda grávida. Ainda me safei com o Munari, mas o resto tem sido muito improvisado, lol! 🙂
Depois do munari (que não durou uma semana porque o mano gostou muito muito de brincar com ele – crianças são crianças, e crianças Montessori são-no também 🙂 ), “inventei” um dos poliedros um pouco incomum:
Basicamente, peguei nas barrinhas azul, amarela e vermelha da Caixa de Cores nº2 Montessori e pendurei 😛 Lol! A esta estrutura chamo-lhe “Mãe sem tempo mas que quer que a filha usufrua de Montessori” 🙂 Lol!
Pretendo adquirir a Caixa de Cores nº 3 Montessori em breve para o mano mais velho, então tb terei brevemente a possibilidade de criar o móbile de gradação de cores para ela, hehehe!!! 😛 😀
* foto de atualização 🙂 <3
Entretanto, ela montessoriza-se com:
A observação sempre possível das actividades que o mano faz, e

Babywearing. Muito Babywearing! Embora o termo seja recente, Maria Montessori era uma grande fã do Babywearing, depois de observar e reflectir sobre comunidades onde carregar bebés em diversos e tradicionais porta-bebés era bastante benéfico para os mesmos e também para as mães.
Recomendo muito a leitura desta compilação feita pela Diana Ferreira sobre os benefícios da Amamentação e Babywearing observados por Maria Montessori, que está perfeita:

<3 <3 <3

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