A 5a Grande História – Parte 2 (História da Geometria)

 Esta história aconteceu para introduzir a Medida.

Desde sempre contei aos meus alunos o porquê de existir um metro, decímetro, centímetro, etc, fazendo comparações inicialmente entre os seus palmos, pés, braços, etc. Aliás, acredito que todos nós, professores, o fazemos.

E tendo em conta as anteriores Grandes Histórias, os meus alunos não ficaram muito surpreendidos quando veio esta. 

Foi muito agradável contar esta história e eles acrescentarem factos das Histórias anteriores. Aliás, para eles foi muito fácil relembrar quem introduziu os símbolos para representar palavras e quantidades, quem criou o alfabeto, a numeração, etc. Isto porque, em todas as Grandes Histórias, fazemos um resumo inicial das anteriores para lhes dar uma perspectiva de evolução do tempo e valorizar as descobertas humanas, assim como ajudar a compreender alguns comportamentos menos positivos nos povos antigos (por exemplo, as guerras).

Desta vez focámo-nos nos egípcios, que precisavam medir com o máximo de correção os seus campos, para evitar pagar impostos de áreas que não eram deles.  

A corda com as medidas 3, 4 e 5 metros entre os nós forma um triângulo retângulo que permitia aos agrimensores marcarem os campos das margens do Nilo após as cheias.

Para apoiar, encontrei desenhos muito bons nestas amostras gratuitas do currículo The Good and The Beautiful (espreitem nas sample pages, façam o download e é só imprimir os desenhos) que ajudaram a perceber e imaginar a vida naqueles tempos, assim como visualizar os campos bem definidos.

O pequenos perceberam então o porquê da palavra Geometria = Geo- Terra e Metria-Medida. Está história torna-se importante porque assim os pequenos entendem o porquê do estudo de figuras e sólidos geométricos, das medidas e do cálculo das áreas e volumes. Na verdade tem tudo a ver com medir a Terra, com as formas que existem no Mundo e na Natureza, e com as necessidades humanas de criar e relacionar quantidade a medidas, para melhor calcular custos e ganhos. E esta relação nem sempre é bem compreendida pelos pequenos, exatamente pela falta de contextualização histórica.

Montessori dá-lhes esse entendimento e permite essa interligação e compreensão 😊😊😊

Mas depois não se admirem se eles gostarem ainda mais de História (do mundos, de Portugal, de outros países, etc). É com o conhecimento e compreensão do passado que podemos avançar conscientemente para o futuro. 

Como estava a chover nesse dia, infelizmente não fomos para o parque fazer estas medições, e fizemos na nossa sala. Não consegui tirar fotos porque estive a orientar os alunos no uso da corda de nós. Mas ficam aqui os materiais que usei para esta História 😊

Aproveitei para finalmente levá-los a descobrir como escrever o seu nome com hieróglifos. Foi engraçado ouvi-los concluir “Era difícil! É melhor escrevermos como nós tempos de hoje!” Lol! 
Encontrei ainda, neste site aqui, algumas fichas de revisões de multiplicação e divisão (que modificamos para a nossa divisão) temáticas do Egipto, que ajudaram a dar um pouco mais de continuidade à história 😊

Os miúdos acham o máximo a esta sequência de sarcófagos até se chegar às múmia!
Mais uma vez, foram momentos muito interessantes, com uma maior participação deles, que, dadas as suas investigações e curiosidades, já sabiam algumas partes desta história! É mesmo muito interessante observar todo este processo. Sem dúvida que as Grandes Histórias vão fazer parte da minha Prática Pedagógica por muito tempo. A riqueza, cultura e o conhecimento que acrescem aos alunos é tremenda!
Após esta História, a Medida. Não tenho fotos de tudo, claro (as aulas têm de ser dadas na mesma, mesmo com a autonomia da descoberta em Trabalhos de Projeto e Aprendizagem Autónoma, penso que é importante referir que os alunos ainda precisam de aulas. Olhando e observando os meus alunos, a meu ver alguns precisam mesmo, pois vai de encontro com o seu modo de aprendizagem. Aliás, vocês podem descobrir o vosso modo de aprendizagem aqui! Qual é o vosso?)

Até breve! 😉

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